quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Dicas para digitalizar negativos/ Tips to scan films



Quando comecei a brincar com a minha lomo, não pensei que fosse possível fazê-lo. A verdade, é que estava muito mal informada mas depois de um workshop fantástico na embaixada lomográfica de Lisboa fiquei a saber um bocadinho mais sobre rolos e como trabalhar com eles.


Digitalizar rolos é a coisa mais fácil do mundo, quase tão fácil como digitalizar uma folha branca. Para mim, a maior vantagem de o fazer é ser possível tratar as fotos, em vez de ser outra pessoa a fazê-lo.

Vou dar-vos um exemplo: Há algum tempo, mandei revelar um rolo e porque os químicos da máquina estavam estragados, as fotos saíram todas azuis. Se tivesse pago a digitalização no laboratório, teria ficado com um rolo completamente estragado mas como fui eu que fiz as fotos ficaram com as cores certas. Agora está aqui outro ponto fundamental. Há quem defenda que quando começamos a mexer nas nossas fotos estas deixam de ser completamente “naturais” e se tornam manipuladas. Não concordo; Em primeiro lugar, eu tiro as fotografias para me divertir, não para ficar frustrada destas não saírem exactamente como quero. Em segundo lugar, esta manipulação não é muito diferente do que realmente acontece em qualquer loja de fotografia por isso não vejo o porquê de não o fazer.

Se têm um scanner que digitalize negativos, usem-no! Senão façam como eu e tentem encontrar um sítio onde este seja disponibilizado. Eu, por exemplo, descobri que o sítio onde trabalho na faculdade tem um scanner com esta opção, e uso-o bastante.

Aqui ficam as minhas dicas principais para uma boa digitalização:

·         Quando digitalizem, tente usar luvas, uma pinça, ou o menos possível as mãos de forma a não colocarem impurezas no filme para que estas não se vejam na foto (ou então se forem como eu que gosto de ver as impurezas não limpem lá muito bem o vosso filme … )
·         Quando digitalizarem tentem sempre fazer uma pré-visualização da foto, para que sejam possível confirmarem que está a ser digitalizada a área que pretendem e até alterarem as cores das vossas fotos.
·         Por vezes, é possível digitalizar duas fotos de cada vez. Quando isso acontece, não hesitem e fazê-lo, se utilizarem a pré-visualização conseguem obter as vossas fotos mais rapidamente.
·         Tentem sempre guardar as vossas fotos num formato com 300 dpi. Esta qualidade é mais que suficiente para impressão (desde que não sejam em poster, claro está) e não é muito pesada para o computador. Mais é de mais, e menos é insuficiente. É o meio termo ideal!
·         O Photoshop é um amigo, não um inimigo! Se o vosso scanner não dá a qualidade que pretendem às vossas fotos utilizem o Photoshop ou outro programa de manipulação de imagem. Apesar do Photoshop ter imensas opções, também tem umas mais simples que podem usar para clarear/escurecer, aumentar/diminuir contrastes ou então alterar cores. As opções são infinitas e o truque é divertirem-se e experimentarem!

Boas digitalizações!



When I started to play with my lomo, I thought I wasn’t able to scan my own film. The truth is that I was misinformed but after a fantastic workshop in the lomographic embassy here in Lisbon I found out a little bit more about films and how to work with them.

Scanning your films is really easy, almost has easy has scanning a white sheet. For me, the biggest advantage of doing it so to treat photos, instead of having other people doing it.

I’ll give you an example: Some time ago, I send a film to get the negative and because the chemicals of the machine were messed, all the photos came out blue. If I had paid for the scanning of the photos in the laboratory, I would end up with a film which would be ruined and because I had made the scanning myself the colors turned out just right. Now here is another crucial point: when we start to manipulate our own photos they are not “has they should be”. I don’t agree. I don’t agree. First, I take my photos to have fun not to be frustrated because they came out all messy and ruined. Second, this manipulation is more or less what happens in the photography labs so I don’t see the problem of doing it myself.

If you have a scan that scans negative film, then use it! Or else do like me and try to find a place where you can scan your own films. I, for example, found that that the place where I work at the university has a scan with that option, and I use it a lot.

Here are my tips for good scannings:

·         When you are scanning, make sure you use gloves, tweezers or try at least to use less of your hand has possible, so you don’t mess with the film because this will translate in shadows and stains in your photos ( or, if you are like me and actually like the stains in the film don’t do any of this! )
·         When you are scanning make sure you do a pre-visualization of the photo, so you can make sure it is scanning the actual photo and not bits of one and bits of other, or just part of your photo.
·         Sometimes, it is possible to scan two or more photos each time. If this does happen, don’t hesitate to do it and don’t forget to make the pre-visualization so you can scan your film faster.
·         Always try to save your pictures with a resolution of 300 dpi. This quality is more than enough for printing (unless of course you are making a poster so try to use higher resolution) and it’s not too heavy for your computer. This is the ideal middle term!
·         Photoshop and other image processing programs are your friends, not your enemies. If your scan doesn’t give you the image you want then use the simple options of programs like this to enhance contrast, brightness or colors and have fun with experimentation!

Have some wonderful scans!

Alcagoita

2 comentários:

  1. Oi Sara!!
    Eu trabalhei quatro anos em um laboratório digital fazendo exatamente isso, concertando negativos ruins e deixando as fotos das pessoas boas e divertidas ao invés de frustrantes!
    Parabéns, sua postagem esta ótima!!
    Beijos

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