quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Uniforms / Fardas

… No comêço do inverno de 1917 foram distribuídos aos nossos soldados pelicos e ceifões alentejanos e certos janotas de trincheira consideravam-se o suprasumo de elegancia usarem os seus agasalhos com o pêlo de carneiro para fóra, o que lhes dava um especto curiosíssimo. A primeira vez que os boches [alemães] viram circular na sapa [trincheira] aqueles peludos adversários, o pasmo foi tal que todo o dia houve na beira oposta da cratera uma fileira de espectadores, até que um Fritz folgazão se lembrou de soltar um “Mê!” prolongado, que outros repetiram entre gargalhadas.
Vexado, um outro dos nosso foi contar o caso ao seu cabo, que, sem a menor hesitação, avançou pela sapa e, como os heroes da Iliada insultando-se sob os muros de Troia, brandou de mão na cinta ao boche que continuava a facécia:
 “-Carneiro será … … …. ” ” em “A malta das trincheiras” de André Brun.






On my first visit to the military museum in Santa Apolónia I fell in love with some of the details on the garments. This story in particular, tells us about the Portuguese soldiers using sheep fur in World War I.


Na minha primeira visita ao museu militar em Santa Apolónia apaixonei-me por alguns detalhes que encontrei nas fardas.  


1 comentário:

  1. Ainda não conheço este museu e passo lá todas as semanas.
    Falha imperdoável. Já está na minha lista de pendentes.

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