segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Coser os fechos / Sewing the zippers.




Uma das coisas que sempre foi difícil para mim em termos de costura foi coser fechos. Ficavam sempre mal, tortos, e normalmente era uma dor de cabeça ter que os coser. Depois de ler o livro da Constança, aprendi umas boas dicas que meti à prova enquanto fazia este estojo e que efectivamente resultam. De repente, coser fechos já não é uma dor de cabeça.


One of the things I always found hard to do was to sew zippers. They always turned out bad, weird, and usually it was a headache to sew them. After reading Constança’s book, I’ve learned some very good tips about sewing zippers that I’ve decided to test while making this pencil case and it turned out to be very effective. Sewing zippers doesn’t seem so hard any more.


sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Experiências / Experiences




Ando a estampar sobre tecido, não com a técnica que aprendi aqui mas com os carimbos Agatha.

Nunca tinha estampado tecido com carimbos com medo que fica-se esquisito, mas agora até gosto.

Mais virão.

I’ve been stamping over fabric, not with the technique I’ve learned here but with the Agatha stamps (old scholar stamps from primary school).

I’ve never stamped fabric because I was afraid it would look weird, but so far so good – I like it.

More to come.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Sobre sapatos e mantas / About shoes and blankets



Os sapatos foram comprados na sapataria do Sr. Jorge na Golegã, a manta veio da Casa das Mantas de Minde também na Golegã.
A visita a Ninhou ainda não aconteceu, mas não há-de faltar muito.
Quanto às carneiras, tinha imaginado o que queria exactamente na minha cabeça e acabei por as encontrar aqui. 

The shoes came from an amazing shoeshope owned by Sr. Jorge in Golegã, and the blanket is from the shop “Casas das Mantas de Minde”, also in Golegã.
My trip to Ninhou (the word for Minde in the minderic vocabulary) hasn’t happened yet but it’ll probably happen soon.

Concerning the shoes (called carneiras) they are just like I would like them to be and I was very glad to find them here.


domingo, 16 de novembro de 2014

Golegã








Foi a primeira vez que fui à Golegã, com ou sem feira, e é-me difícil descrever o quanto gostei.
Gostei de lá ir e certamente irei lá voltar.
Perdi-me a ver as pessoas que passavam e os cavalos. Perdi-me a ver os campinos. Comi bem, bebi melhor.
Voltei mais que satisfeita.



It was my first time in Golegã , with or without the fair, and it is hard for me to describe how much I loved it.
I really like going there and I will come back for sure.
I lost myself watching the people passing by, the horses. I’ve lost myself watching the campinos. I’ve eaten well, and drank better.

I’ve come back more than satisfied.



sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Kireei n.6






É das minhas revistas favoritas e ainda que tenha demorado imenso tempo a chegar, no final não fez mal.

O tema desta Kireei é a casa e a cidade e estou mais uma vez bastante satisfeita – da capa ao conteúdo, é fácil perceber o cuidado que é dado a cada revista. Para mim, pontuação máxima.

It is one of my favorite magazines and although it took a lot time to get here, in the end I couldn’t care.


The theme of this Kireei magazine is the house and the city and I couldn’t be more satisfied – from the cover to its content, it’s easy to understand the care given to each magazine. To me, it deservers maximum points.


terça-feira, 4 de novembro de 2014

Avô Cortiço


Avo Cortico from Cortico & Netos on Vimeo.

É a história do avô Cortiço, mas a mim fez-me lembrar partes da história do meu avô Armando. Acho que se iam dar bem.

Para mim a Cortiço & Netos é uma empresa promissora, com uma história que promete não ficar por aqui.



It is the story of grandpa Cortiço but it reminds me very much my grandpa Armando.I think they would get along very well.


For me Cortiço & Netos is a very promising company with a very promising future.

[there are subtitles in English in the video]



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Museu de Arte Popular - ou o que resta



Em 2000 iniciaram-se obras de requalificação do museu que tinha entrado em decadência e que levariam ao encerramento do espaço em 2003. Em 2006, a então ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, anunciou que o MAP iria ser transformado em Museu da Língua Portuguesa. No entanto, nem todos gostaram da notícia. Foi iniciado então um movimento pela reabertura do MAP, que incluiu a criação de um blogue e de uma petição online que reuniu mais de 3.000 assinaturas. O crítico de arte Alexandre Pomar, a empresária Catarina Portas, a artesã Rosa Pomar, a historiadora Raquel Henriques da Silva e a artista plástica Joana Vasconcelos foram algumas das caras desta campanha que levou a uma mudança de planos. Em Dezembro, a nova ministra, Gabriela Canavilhas, anunciou que o museu "é para se manter tal como estava, […] dedicado à arte popular portuguesa".

Segundo a arquiteta Andreia Galvão, diretora do museu desde 2010, "Mal amado e incompreendido, o museu foi abandonado, mas isso acabou por ser uma vantagem, porque se manteve praticamente intacto. É, ele próprio, um objecto museográfico, representativo da sua época".

Uma espécie de desistência colectiva – é o que eu sinto sobre o museu de arte popular.

Já me tinham avisado e já tinha lido sobre isto mas queria ver com os meus próprios olhos – e foi o que aconteceu, e foi pior do que aquilo que estava a espera.

A cafetaria está fechada. A exposição permanente está na cave do museu de etnografia, e a exposição temporária que lá está … digamos que é uma boa forma de perceber que o que está a acontecer, está a acontecer propositadamente.

A verdade é que mal se entra percebe-se que o museu de arte popular está para fechar, o que me dá um aperto gigante no coração.

Para quem não sabe, o museu de arte popular veio da grande exposição do mundo português que aconteceu em 1940 e talvez seja isso que aos poucos vai ditando o seu fim – a sua associação ao estado novo que parece que hoje em dia ainda é um fantasma que assombra a cabeça de muita gente.
Acho que o problema do museu é que se vê nele esta associação e não o seu tremendo potencial em ser aquilo que devia ser – um museu dedicado ao folclore, à arte e aos ofícios de um povo que hoje em dia é cada vez mais valorizado e que poderia de alguma forma ser um ícone de referência e não o está a ser.

O que eu não percebo, o que eu não percebo mesmo é porque razão uma cidade que se virou assumidamente toda para um turismo baseado na sua cultura popular vê o único espaço que poderia dar o devido valor a esta cultura ser assumidamente e propositadamente desperdiçado. Ou será a nossa cultura só bigodes, pastéis de nata e sardinhas?

Choca-me a opinião da arquitecta Andreia Galvão que encontrei na wikipédia –choca-me que alguém à frente de um museu consiga ser tão obtuso ao ponto de desistir publicamente do seu trabalho quando eu lhe arranjava tanto uso (cursos e workshops,  parcerias com museus locais para divulgação do seu espólio, ciclos de conferências, exposições com artesãos, concertos no museu, abrir a cafetaria e uma boa esplanada… ai se estivesse nas minhas mãos!)


É completamente incompreensível dizer que o museu de arte popular não tem futuro e que a luta travada à tão poucos anos se demonstrou inglória.