sexta-feira, 8 de maio de 2015

Istambul – a parte têxtil / Istanbul – the textile part















Saí daqui convencida que ia encontrar fusos turcos em Istambul e estava completamente errada. Vi muitos fusos, é verdade, mas todos muito parecidos com os meus. No museu de arqueologia de Istambul (que aconselho vivamente) vi uma série de volantes muito idênticos ao que vi no MAEDS e alguns tão pequenos que me questiono se seriam mesmo volantes ou outra coisa qualquer. Mesmo na rua, em montras e em exposição via-se sempre o mesmo tipo de fuso.

Fiquei apaixonada pelos Kilims e foi com muita pena que não levei uma mala suficientemente grande para trazer um comigo. Dito isto, em quatro dias vi mais tapetes do que alguma vez na vida. É curioso ver teares espalhados por todo o lado, muito a puxar o lado turístico mas a fazer pelo menos uma coisa bem: criar aquele laço entre o produto final e o seu processo, com pessoas que efectivamente sabem usar um tear a usá-lo e a exemplificar a dificuldade de um processo tão minucioso. Na maioria dos casos vi teares verticais se bem que em lojas de toalhas, lenços, etc via-se mais os teares horizontais.

A única coisa que fazia questão de comprar em Istambul era uma toalha pestemal. Há imenso tempo que as andava a namorar, tanto pela sua história como pelo que lia sobre o conforto que trazia e a verdade é que a minha é simplesmente maravilhosa (novamente, não me tinha feito mal nenhum levar uma mala maior e trazer mais…).

Durante os quatro dias procurei lã em Istambul e acabei por encontrar apenas uma loja que vendia novelos 100% lã tingidos com corantes naturais mas achei-os excessivamente caros para aquilo que era (mesmo pensado em euros e não em liras turcas). Mais do que isso, sei que existe um bazar que só vende lã mas acabei sempre a ler que a maioria dos produtos eram sintéticos e nem sequer eram turcos daí achei que não valia muito a pena visitar.

Uma outra coisa que me espantou foi a naturalidade com que encontrei mulheres e homens a tricotar na rua – não era coisa rara, aliás vi várias vezes e por falta de coragem nunca fotografei ninguém a fazê-lo. Ficou a imagem mental (:

A verdade é que facilmente nos perdemos nas cores, nos padrões e nas texturas. Entretanto achei uma série de literatura sobre este tipo de têxteis a ler.


I left here thinking I would find the most amazing Turkish spindles but I was wrong. I saw many many spindles that’s true but all very similar to my drop spindle. In the archeology museum (which I strongly advice) I saw a series of parts of the spindle very similar to the ones I saw in MAEDS and some so little I keep asking myself if they are truly part of the spindles or anything else. Even in the street, at the shop’s windows one could see always the same type of spindles.

I am in love with the Kilims and I was very sorry for not taking a bigger bag to bring one with me. With that been said, in four days I saw more rugs than I’ve seen in my life. It is curious to see all the looms everywhere mainly has a tourist attraction but at least doing something right: making that bond that is so important between the final product and its process with people whom actually knew how to use the loom and showing us how difficult it is to use it. Most of the time I saw vertical looms however I also saw a lot of horizontal looms mainly in the towels and scarfs shops.

The only thing I really really wanted to bring from Istambul was a pestemal towel. I have been in love with them for a while in part because of its history but also because of the comfort people described from using them. Mine is simply wonderful (again, it would be great if I had taken a bigger bag…)

For four days I looked for wool in Istanbul and eventually I found a shop selling it (100% hand dyed with natural dyes) but I found it to be quite expensive for what it was (even in euros it was expensive). More than that, I know there is a bazaar which only sells yarn but I read most of the products where synthetic and weren’t even from Turkey so I didn’t bother to go there.


One other thing that truly inspired me was how natural it was to find women and men knitting on the street – it was not a rare thing in fact I saw it many times however I could not find the courage to photograph strangers knitting so I only came with these images in my head (:


The truth is one can easily get lost in the colors, the patterns and the textures. Meanwhile I also lost myself in all the amazing textile books I found there. To be read.



2 comentários:

  1. As fotos estão lindas!
    Eu nem sabia que existiam fusos diferentes :P

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  2. I had no idea about the towels, I have to read more about them! I love the photo of the napping cat, haha. So typical. I would love to see all of the people in the streets showcasing traditional craftsmanship...

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