terça-feira, 30 de junho de 2015

Knitting around the world






Este é daqueles livros que rapidamente está a entrar na lista dos meus livros favoritos – está escrito de uma forma simples e bem estruturada, descrevendo as diferentes técnicas de tricot pelo mundo inteiro: há capítulos do mundo Islâmico, da Europa ocidental (com um subcapítulo sobre o tricot em Espanha e Portugal), ilhas britânicas e Irlanda, Escandinávia e Islândia, os bálticos, Europa de leste e Balcãs, Asia, Austrália e Nova Zelândia, Estados Unidos e Canadá e América Central e do Sul. Podem imaginar o quão completo está.

No final de cada capítulo há sempre destaque de um artista/artesão relacionado com o tricot da área descrita bem como algumas referências ao tipo de lã característico de cada região. Também há sempre muitas referências aos padrões característicos (como não devia faltar) e á técnica em si.

A maior surpresa para mim até agora (e porque ainda não li muito, porque este é daqueles livros para se ir lendo devagarinho e com muita atenção!) passou pelas origens do tricot (sobre as quais já tinha lido um bocadinho) e principalmente a referência aos pastores de Landes (dos quais quero saber um bocadinho mais e merecem um post dedicado a este tema).

O livro foi publicado pela primeira vez em 2011 portanto é bastante recente.



This is one of those books that is going quickly to my top favorite books – it is written in a very clear and well-structured way, describing the different techniques of knitting in the whole world: the chapters include the Islamic world, Western Europe (with some parts about knitting in Portugal and Spain), The British Isle and Ireland, Scandinavia and Iceland, The Baltics, Eastern Europe and the Balkans, Asia, Australia and New Zealand, The United States and Canada and finally South and Central America. You can imagine how complete it is.

In the end of each chapter there is always reference to a knitting artist/artesian of the region mentioned in the chapter as well as some references to the characteristic type of wool used there. There are also many references to traditional patterns (has it should be) and to the different techniques.

For me the biggest surprises so far (I am reading this book very slowing and with a lot of attention) is the many references to the origin of knitting (I had read a little about this, but is always nice to know more) and above all the reference to the Landes shepherds (which is truly an amazing theme and needs a post just on this).


The book was firstly published in 2011 so it is quite recent.






domingo, 28 de junho de 2015

Cestaria / Basketry






Foi de longe um dos melhores workshops que já fiz. Este domingo, na ecoaldeia de Janas aprendi as bases da cestaria com o mestre Mário Branco.

Consegui fazer um cesto [com muita ajuda] e outro completamente sozinha que não cheguei a acabar
.
Aprendi de tudo, desde a altura da apanha do vime, até quando e como deve ser plantado, podado e tratado. Talvez o que mais gostei aqui foi ter trabalhado com a matéria-prima que o próprio mestre trata. Depois de pensar em todas as vezes que oiço falar da falta de vime para trabalhar emPortugal fico contente por ver aqui tão perto uma família capaz de manter este trabalho.

Fico com pena de não ter levado a máquina porque o espaço, a técnica, as peças que o mestre trouxe, tudo isso merecia ser documentado.

O mestre costuma estar na feira da Malveira e também tem o seu site.


It was by far one of the best workshops I have ever made. This Sunday, in ecoaldeia de Janas I learned the basis to make a basket with the master Mário Branco.

I was able to make a basket with a lot of help and other completely alone that I had no time to finish.

I learned a little bit of everything, from the best time to catch the withe, the time it has to be catch, planted, cut and treated. Maybe one of my favorite things was to be lucky enough to work with the materials the master produces himself. When I think about all the times I hear no one produces withe in Portugal anymore and now seeing someone producing it here so close… I am above glad and happy.

I wish I had taken my camera with me because the space, the technique, the pieces he brought, all of this needed to be documented.

Mário Branco is often on the Malveira fair and has is own website.






sexta-feira, 26 de junho de 2015

Las Hilanderas - Velázquez



"Traditionally, it was believed that the painting depicted women workers in the tapestry workshop of Santa Isabel. In 1948, however, Diego Angula observed that the iconography suggested Ovid's Fable of Arachne, the story of the mortal Arachne who dared to challenge the goddess Athena to a weaving competition and, on winning the contest, was turned into a spider by the jealous goddess. This is now generally accepted as the correct interpretation of the painting.

(...)

The painting has been interpreted as an allegory of the arts and even as a commentary on the range of creative endeavor, with the fine arts represented by the goddess and the crafts represented by Arachne. Others think that Velázquez' message was simply that to create great works of art, both great creativity and hard technical work are required. Other scholars have read political allegories into the work and interpreted it through popular culture."





terça-feira, 23 de junho de 2015

Tecelagem Tradicional







O ano passado requisitei este livro nas bibliotecas de Lisboa e fiquei mesmo com pena de não o ter – não só é um registo muito bom de oficinas de tecelagem que ainda funcionam como serve de catálogo de padrões, uma coisa maravilhosa.

É muito fácil de ler e a parte boa é que é bilingue, está em português e em inglês por isso torna-se uma boa aposta para quem quer saber mais sobre a tecelagem neste canto do mundo mas não se entende com o português.

Um achado na feira do livro de Lisboa deste ano.


Last year I’ve gotten this book from the library and I really wanted to have it – not only it is a fairly good report on the working weaving workshops in Portugal  but also has a vast catalogue on weaving patterns, which for me is a wonderful thing.

It is really easy to read and the best part is that it is bilingual (Portuguese and English) so it is a good book to read to those whom want to know more about weaving in this part of the word but cannot understand the language.

A catch in the Lisbon’s book fair this year.





domingo, 21 de junho de 2015

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Aquele casaco azul / That blue jacket





Acabado, e já a uso.

Como já aqui tinha dito o casaco ficou extremamente leve e fácil de usar.

Os novelos foram à justa mas deu perfeitamente para tudo. Já me oriento com as mangas e com os comprimentos.

Continuo a dizer que o melhor destas coisas não é propriamente acabar, mas sim o tempo que se passa a fazê-las – e das recordações boas que trás usá-lo. É curioso como ainda que o esteja a usar pela primeira vez parece que já está comigo há muito tempo.


Finished and already at use.

Like I’ve said here the jacket is extremely light and easy to use.

The yarn was just enough and I could make it all with no worries. I can finally manage the size of the sleeves and the lengths of the jackets.


I must say that the best part of these things is not actually finishing them but the time spent making them – and the good memories it brings wearing it. It is curious to think that although I am using it for the first time it seems I have it for a long one.





segunda-feira, 15 de junho de 2015

Lojas de lãs em Madrid / Wool shops in Madrid








O crédito será todo da Lanusa e do blog Las Teje y Maneje, que fez este roteiro o qual me limitei a utilizar.

Muito resumidamente, se procuram lojas de lãs, tecidos ou retrosarias, o fim da rua Atocha junto à Plaza Mayor e a rua Marqués Viudo de Pontejos são as mais indicadas.

Mais acima, junto a Bilbao, fica a Black Oveja, uma loja onde queria ir obrigatoriamente e que já seguia há algum tempo [e que obviamente adorei]

Acabei por trazer quatro novelos de lã da colecção Laña deEspaña, feita com lã da raça Sanabresa fiada e tingida em Léon. O toque é excelente e o fio é relativamente grosso – estou a usar agulhas 5.5 mas dava perfeitamente para usar 6.5 ou até 7 (e enviam para Portugal)


Quanto às outras lojas, deixei aqui algumas fotos para vos servir de referência. Posso dizer que fiquei contente por ver em muitas delas Rosários4 e até Limol.



The credit for this search goes fully to Lanusa and the blog Las Teje y Maneje that made this itinerary and I just used it.

In summary, if you are looking for wool shops, fabric shops or haberdasheries the end of the Atocha street near Plaza Mayor and the Marqués Viudo de Pontejos street are the best.

A little further, near Bilbao, the store Black Oveja which I have been following for a while is for me the best.

I ended up buying there 4 pieces of wool from the collection “Laña de España” made with wool from the breed Sanabresa spinned and dyed in Léon. The touch of this wool is very good and the tread is quite thick – I am using needles 5.5 but it could easily be used with needles 6.5 or 7 (and they also send to Portugal)

Regarding the other stores, I left some photos here to serve as reference. I can say I was happy to see the brands Rosários4 and Limol in some of these shops.




domingo, 14 de junho de 2015

Piña – tecido de ananás / Piña – Fabric from pinapple






Talvez para a maioria das pessoas isto não seja assim tão fascinante, mas para mim foi das melhores descobertas dos últimos tempos.

Piña, é um tecido extremamente fino feito a partir das folhas do ananás. Todo o processo é para mim relativamente surreal – certo que a folha é fibrosa e que tendencialmente materiais fibrosos permitem o fabrico de fibra têxtil mas mesmo assim gostava de ter conhecido a primeira pessoa que se lembrou de fazer isto.

Hoje em dia os tecidos feitos a partir desta fibra são caríssimos [como devem ser] e apesar de não ter conseguido tocar em nenhum fiquei maravilhada com o que vi no museu de antropologia de Madrid (nas imagens).


Se tiverem interesse em saber mais aconselho este e este vídeo mais este site. A wikipedia também tem qualquer coisa.


Maybe for most people this is not that fascinating but for me it was one of the best discoveries lately.

Piña is an extremely thin fabric made from pineapple leaves. All the process is for me somewhat surreal – I know that most of fibrous leaves can produce fabric fibers however I would still like to meet the first person whom come out with this.

Today these fabrics are quite expensive (has they should be) and although I could not touch any of them I was amazed with the ones I saw in the anthropology museum (in the images).

If you’re interested about this I advise you to see this and this videos and this website. Wikipedia has something in this too.




sábado, 13 de junho de 2015

Museu de Antropologia de Madrid / Madrid’s Anthropolo Museum














Foi no último dia em Madrid que já com as mochilas às costas decidimos visitar o museu de antropologia. Adorei.

Adorei a colecção, fiquei a conhecer um tipo de tear horizontal que já conhecia mas que nunca tinha visto ao vivo, aprendi sobre um tecido muito especial de que vou falar em breve, vi fusos um tanto ou quanto diferentes e aprendi um bocadinho mais sobre uma série de técnicas.

Havia também uma exposição temporária de fotografia sobre o Perú daquelas que me enchem as medidas.


O museu não é enorme, não é caro e vale bem a pena passar por lá. Ah e se forem, não percam o esqueleto do homem gigante da Estremadura (é por estas e por outras que eu adoro estes museus)


It was in our last day in Madrid with our backpacks already on us that we decided to visit the anthropology museum. And I loved it.

I really liked the collection and I got to see a special loom I have never seen live, I learned about a very special fabric that I will post here soon, I saw different spindles and I learned a lot about other techniques.

There was a temporary exhibition of photography about Peru that really impressed me.

The museum is not huge, nor expensive and it is well worth the visit. Oh and if you go there don’t miss the skeleton of the giant men from Estremadura (I mean this is why I love these museums)




sexta-feira, 12 de junho de 2015

El Rastro










Corresponde mais ou menos à feira da Ladra e ainda que não me tenha impressionado por aí além houve duas ou três bancas que me fizeram parar. À volta haviam algumas lojas de antiguidades que valem a pena a visita. No geral pensava que ia ser melhor, ou que ia acabar por encontrar outro tipo de coisas mas ainda assim valeu a pena lá ir.

It is Madrid’s flea market and although it didn’t not impressed me that much there was two or three sellers that made me stop to see it better. Around the market there are some antique shops worth visiting. In the end I thought it would be better or that I would find different things there but still it was not unpleasant.



quinta-feira, 11 de junho de 2015

Casa Hernanz










Gostava de ter feito este post mais completo, mas quem sabe um dia complete com a informação toda que queria por aqui.

Esta história deve começar comigo a dizer que adoro usar alpergatas e a razão é simples: são confortáveis, fáceis de usar, excelentes para ir para a praia ou só-para-ir-ali-ao-café e há que dizer que também costumam ser relativamente baratas. Sabia que na maioria dos casos eram feitas em Espanha mas até há uns anos atrás nunca me tinha preocupado muito com elas - até ter lido uma referência rápida ao uso das alpergatas e o seu fabrico no livro do Orlando Ribeiro que me deixou com a curiosidade aguçada. Na altura pesquisei um bocadinho mais e sim, as alpergatas são feitas com plantas autóctones do mediterrânio, relativamente fáceis de fazer e usadas há muito, muito tempo.

E isto ainda me fez gostar mais delas.

Portanto não será de espantar que quando vi que uma das lojas mais antigas de alpergatas ficava em Madrid, tive que lá passar. Não se deixem enganar pelas fotos – sim, há fila para entrar (que no meu caso nem demorou muito tempo) e não pensem que é coisa de turista, porque vê-se de tudo um pouco na fila – há minha frente estava uma senhora que ia encomendar umas alpergatas especiais, um pouco mais à frente estava um homem a comprar ráfia (sim, não se vendem só alpergatas mas também artigos de cordoaria).


A Casa Hernanz é facilmente a loja mais bonita que vi em Madrid e vale a pena a visita.

I wish I could have made this post more complete but who knows and one day I’ll complete it with all the information I want to put here.

This story must start with me saying I love espadrilles and the reasons are simples: they are very comfy, easy to use, and excellent to go to the beach or just go-down-the-street-to-have-a-coffee and also because they are quite cheap. I knew that in most cases they were made in Spain but until some years ago I didn’t care that much about them – until I read some references to the use and fabrication of espadrilles in the OrlandoRibeiro’s book that made me very curious. At the time I’ve done some research and yes the espadrilles are made with a plant from the Mediterranean, easy to makeand have been used for a very long time.

And this made me like them even more.

So now it is no surprise when I tell you that when I found out that one of the oldest espadrilles shops was in Madrid I just had to go. Don’t be mistaken by the photos – yes, there is a line to get in (which in my case didn’t took long) and this is not a place just for the tourists to see – in front of me there was a lady ordering some special espadrilles (they make them by order too) and a little further ahead there was a man buying raffia (yes they don’t only sell espadrilles but also cordage products).

Casa Hernanz is quite easily the most beautiful store in Madrid and it is well worth to visit.


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Going MAD














Aproveitámos o aniversário do Miguel e fomos a Madrid, que conhecia muito pouco [ou nada].
Adorei. Fiquei fã dos jardins, das noites quentes, das ruas, das lojas, dos museus.

Assim como Istanbul, Madrid tratou-nos bem e deixou saudades.

Since it was Miguel’s birthday we went to Madrid for four days to celebrate it since I didn’t knew the city very well.
I loved it. I loved the gardens, the warm nights, the streets, the stores, the museums…
Just like in Istanbul, Madrid took very good care of us and it already left us missing it.