quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Tornar as coisas mais complicadas / Making things more complicated.




Já aqui tinha dito que comecei na máquina de costura a fazer malas e bolsas.

Tantos anos depois e ainda estou a aprender técnicas e verdade é que aos poucos e poucos vou melhorando a minha maneira de trabalhar – esta mala ficou excelente.

As alças em pele aprendi a colocá-las o ano passado e a novidade aqui é não só a própria maneira de fazer a mala mas também o forro e a parte de cima reforçada.

Uma das coisas que me impressionou quando comecei a trabalhar com esta máquina foi a facilidade com que cose diferentes tecidos, como esta camurça (que não conseguia coser com a outra máquina) e tecidos plastificados. A próxima tentativa – já um tanto ou quanto arriscada, será utilizar carneira.

Comecei por não gostar muito dela mas a verdade é que aos poucos e poucos vai-me impressionando e dou por mim com resultados cada vez melhores.


I have told you here before I’ve started using the sewing machine making bags and purses.

So many years after and I still find myself learning new techniques and the truth is I am getting better and better at this – the bag turned out great.

Last year I learned to add the leather straps but the news is not only the construction work (which is different from anything I have ever made) but the inside and the reinforced upper part too.

One of the thing that did impressed me when I started working with this is its ability to seam so many different fabrics like this suede (which I could never sew with the other machine) and plastic fabrics. The next attempt – even though it can be risky, is to use leather.

I started not to like it at all but the truth is little by little it is getting more and more impressive to work with my sewing machine and I keep getting better results.






quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Começar com o simples – parte II / Starting with the simple things – part II




Fazer Roupa

Não sei se será assim com toda a gente (muito provavelmente não) mas o maior sonho/pesadelo que tenho da máquina de costura é fazer roupa e não sei porquê – a única vez que tentei a sério saiu bem.

No que diz respeito a roupa, e para se perceber bem o corte das peças não há nada melhor que usar uma camisola que se goste e tentar fazer dela o molde – pelo menos foi o que fiz. A segunda hipótese mais uma vez é começar com o mais simples de tudo e fazer algo que ainda que não se possa considerar “roupa” é algo “de-usar”. Um avental.

Simples. Dobrei o tecido ao meio desenhei o que queria com o giz e como cortei o tecido dobrado consegui garantir a simetria do avental. Deixei mais ou menos 5 centímetros para a bainha porque a fiz com duas dobras para ficar mais perfeita. Para a alça e o atilho utilizei a mesma técnica que já utilizava para as alças das malas. Numa noite, ficou feito.

A verdade é que o tecido também ajudou: as chitas são muito fáceis de trabalhar e têm a vantagem de terem sempre padrões que para mim são interessantes.



Making clothes

I don’t know if this happens with everyone (most probably no) but my biggest dream/nightmare regarding the sewing machine is to make clothes and I don’t know why – the only time I tried it the result was ok.

When it comes to making clothes and to really understand the basis of fit there is nothing better to use a blouse you like and using it as a mold – at least that was what I first made. The second is of course is to start with something simple and tough this is not something you can considerable “clothes” it is something you “can wear” – an apron.

Simple. I folded the fabric and draw the shape I liked with chalk and the cut it – this way I could make sure it was symmetric. I left more or less 5 cm for the seams because I folded them twice so you can’t see the part were the fabric was cut. For the straps I used the same technique I used with the bags. I made this in just one evening.


The truth is the fabric also helped: the “chita” fabric is very easy to sew and has the advantage of always having such interesting patterns.




terça-feira, 25 de agosto de 2015

Livros :: Books Curso de Técnica de Lanifícios vol.I







A primeira vez que vi uma referência ao Eng. Bartolomeu de Oliveira Tavares Monteiro foi nas publicações “Engenharia Têxtil” da Gulbenkien. Numa pesquisa rápida descobri que tinha um livro na biblioteca da faculdade e fui requisitá-lo. Estas publicações (que deveriam ser em dois volumes mas curiosamente só encontro o volume I) veem na sequência da revista lanifícios também editada pela FNIL.

Ainda fiquei bastante tempo com o livro em casa, mas como todos os livros técnicos que tenho não é algo que leia de seguida, mas sim que vou consultando, saltando, relendo, etc. Inevitavelmente voltou para a biblioteca, e eu continuei à procura de uma edição até que… encontrei!

A semana passada, fui buscá-lo e na melhor edição que já vi: encadernado (deve ter sido mandado encadernar porque a edição original é só em papel) e com uma dedicatória lá dentro – uma espécie de docinho para quem já anda há mais de um ano a tentar caçá-lo.

O livro é excelente – como disse, supostamente está dividido em duas edições, terminando este nas últimas etapas da lã antes da criação do fio. O livro é bastante técnico e o que me agrada é que não se restringe só ao caso nacional dos lanifícios mas também ao internacional e conjuga as duas temáticas.

Sobre o Eng. Bartolomeu de Oliveira Tavares Monteiro sei muito pouco (não por falta de esforços a pesquisar), apenas que chefiou os serviços técnicos da FNIL e que tirou o curso no IST (electrotécnico) e na faculdade de Leeds (têxtil). Gostava de saber mais, principalmente se o segundo volume chegou a ser editado por isso se souberem mais alguma coisa por favor digam-me que eu agradeço!



The first time I saw a reference to the engineer Bartolomeu de Oliveira Tavares Monteiro book (this one, called “Course on Wool technology”) was in the books “EngenhariaTêxtil” by Gulbenkien. In a quick research I found out I had his book in the library at the university so I went there and got it. These publications (it should be two volumes but I can only find reference to the first one) came in the sequence of the magazines “Lanifícios” also published by FNIL.

I had the book for a while but like all the technical books I have I don’t read them in one time, I keep reading them whenever I need to see something, I like to re-read it and so on. One day I had to return it and I kept looking for it until… I found it for sale!

Last week I went to pick it up in the best edition I have ever seen: covered (the original is only in paper) and with a dedicated inscription inside – a little sugar coating for someone that has been trying to find it for over a year now.

The book is excellent – like I said it is supposedly divided into two parts and this one ends with the final steps until the making of the wool thread. The book is quite technical and refers not only to the Portuguese wool industry but also the world’s wool industry and how they both relate.


About Bartolomeu de Oliveira Tavares Monteiro I have found very little so far, only that he was the chief of the technical services of FNIL and that he had a degree in electromechanical engineering (IST) and textile engineering (Leeds). I wish I could know more about him but most of all I would like to know if the second volume was indeed published so if you know more about this matter please let me know!





domingo, 23 de agosto de 2015

Sobre croqueta y empanadilla, e outras coisas / About croqueta y empanadilla and other things





Estou completamente viciada nas ilustrações da Ana Oncina, principalmente a série (já com dois livros) “Croqueta y Empanadilla”.

Depois de ter acabado o outro casaco, voltei a pegar neste ainda sem ideia do que vai sair daqui (está mais que provado que a ideia inicial não é exequível…).

I am completely addicted to the illustration work of Ana Oncina, mainly because of her work with the series of books “Croqueta y Empanadilla”.


After I’ve finished the other jacket, I came back to this one and I still don’t have any idea of what I’ll do with it (by now my I have already realized my first idea is not doable…).



quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Uma espécie de casaco de Verão / A type of summer jacket




Podia vir aqui falar deste Verão e do quão diferente está a ser de todos os outros.

Podia, mas mais uma vez as coisas acumulam-se e um mês que eu pensava que ia demorar muito a passar está a passar sem se dar por ele.

Entretanto consegui terminar mais uma espécie de casaco curtinho, perfeito para estes dias.

100% algodão, da brancal onde me conhecem desde miúda.


I could tell you about this Summer and how different it is from all the Summers I ever had.

I could, but once again things tend to accumulate and a month goes by without me noticing it.

Meanwhile I managed to finish a kind of small jacket, perfect for these days.


100 % cotton, from the brancal store where I am known since I was a little girl.



sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Começar com o simples / Starting with the simple things




Compreendo perfeitamente (até porque comigo foi o mesmo) que ao início a máquina de costura pode parecer uma coisa complexa e que não há nada melhor que começar com coisas simples. No meu caso, foi a fazer bolsas e sacos que ganhei a minha prática mas admito que há coisas mais simples como estas almofadas que fiz há uns tempos.

A verdade é que mudei de casa há pouco tempo e aos poucos vou modificando as coisas por aqui e foi numa noite praticamente em 15 minutos que fiz estas almofadas. Isto para perceberem o quão simples é – bainha em cada uma das pontas, dobrar do género envelope, coser os lados do avesso, virar do direito e colocar as almofadas-mais-feias lá dentro. E é só isto. Como as costuras não se vêm, nem me dei ao trabalho de preocupar com a cor da linha que usei.

Pode não parecer nada de especial, mas se calhar até foi mais rápido do que efectivamente ir comprar capas para as almofadas.

Isto para dizer que senão se entendem com aquilo que inicialmente queriam fazer comecem por fazer coisas simples até ganhar o jeito – tudo o resto torna-se mais fácil depois. Ah e experimentem. Muito.

Quanto à máquina de costura, sinceramente DETESTO coser sem pedal por isso acabo por colocar sempre o pedal e não utilizar a funcionalidade que me permite trabalhar sem ele. Fora isso, não é tão rápida e robusta como a que estava habituada mas, sendo o mais honesta possível, para o que preciso é mais do que suficiente.

O tecido é da Vidal.


I fully understand that in the beginning the sewing machine may look like a truly complex thing (this happened to me too) and there is nothing better than to start with simple things. In my case, I started making little bags and purses to gain some practice but I admit there are much simpler things just like doing these cover pillows.

The truth is I changed houses not so long ago and little by little I am modifying things around here and it was literally in 15 minutes that I made this pillows. I am telling you this so you understand how simple it is to make them – seam both the ends and then fold like an envelope. Seam the sides in the wrong side, turn them around and then just put the old pillows inside. And it is basically just this. Because you can’t see the seams I didn’t even bothered about the color of the thread.

They may not seem nothing special but maybe it was even faster than just buying pillows.

All of this this to say that if you’re not confortable with the sewing machine then start with easier things until you get the hang of it. Oh and experiment. A LOT.

Regarding my new sewing machine I’ve finally come to the realization that I HATE sewing without the pedal so I always but it one despite the fact this machine allows me to work without a pedal. Other than this and the fact that it is not as robust or as fast as the other sewing machine I was used to (and being totally honest) this one is more than enough for me and works well.


The fabric comes from Vidal.




quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Sobre estes os dois / About this two.



Os bonecos é como nos desenho normalmente e desta vez experimentei uma coisa diferente.
Está perfeito? Não.
É a coisa mais original do mundo? Também não.
Mas tem feito toda a gente rir, e acima de tudo nós gostamos (:


The characters are exactly how I’m used to draw ourselves only this time I went for something different.
Is it perfect? No.
Is it the most original thing in the world? Still no.
Yet it has been giving all of us some good laughs and above all we like it (:



domingo, 2 de agosto de 2015



A fazer o que não se deve fazer, ou seja, metida em dois projectos ao mesmo tempo (o que normalmente não é bom).

Ainda:
Um filme que devia ser visto por toda a gente.
Um album que não me sai da cabeça.
Um livro tão bom, como não via desde a Marjane Satrapi ou do Guy Delisle.


Doing something I shouldn’t be doing which is taking two projects at the same time (usually this does not end well!).

Still:
A movie that should be seen by everyone.
An album that doesn’t leave my head.
A book so good like I have not seen one since Marjane Satrapi or Guy Delisle.