quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016



É difícil abstrair-me do problema da indústria têxtil e dos seus desperdícios. Por isso, fazer a minha própria roupa e ser mais consciente daquilo que uso/compro e que deito fora é uma realidade. Não sou nem gosto de extremismos (até porque ser extremista nunca levou ninguém a bom porto). Acredito num meio termo e numa transição que seja feita conscientemente e não de uma forma cega.

Nos últimos 4 meses fiz cerca de 14 pares de meias, o que para mim é de espantar (considerando o tempo que levava a fazer um par de meias e o tempo que levo agora). Destas meias, apenas um par foi para mim e acredito que todos os pares de meias que fiz vão durar muito tempo e acima de tudo que foram feitos de forma consciente e cuidada. Sei que estão todos a uso e isso para mim é gratificante, saber que estou a calçar as pessoas que gosto.

Não é pela questão de ser feito à mão. Nem é tanto pela questão sentimental, como pode parecer. É porque estas, tanto eu que as fiz sei quem as usa como quem as usa sabe que fui eu que as fiz. É porque ninguém recebeu um ordenado vergonhoso para as fazer na outra ponta do mundo para serem usadas aqui, é porque houve uma escolha cuidada dos materiais.

Estou a tentar ser o mais responsável possível naquilo que dou e naquilo que uso e isso passa por adaptar o estilo de coisas que faço às minhas necessidades e às necessidades de quem me rodeia.


1 comentário:

  1. Completamente de acordo Sara! Seria bom se cada vez mais pessoas pensassem assim.
    14 pares de meias é obra :) Gostei especialmente das que vi inspiradas em Córdoba. Bjns

    ResponderEliminar

Please tell me what you think! *(: